sábado, 7 de abril de 2007

Pessoas são estranhas... Mas eu gosto delas. Só não gosto daquelas que teimam em não ser pessoas. Aquelas que não permitem de maneira alguma ninguém chegar a olhar ou perceber um pedacinho sequer de sua humanidade. Eu gosto de abrir frestas. Olhar pra dentro, pro fundo, para o que não está evidente. Ou até está, mas normalmente não se vê. Gosto de ultrapassar espelhos, muros e lápides. E ter um contato real com os outros. Eu costumo, mesmo sem querer, chegar nesse fundo ou miolo ou lugar dos outros. Talvez por eu assumir e mostrar meu lado mais fundo, humano e vulnerável. Talvez por isso eles sintam-se à vontade de abrir, quase sempre sem perceber, uma fresta para mim. E esse contato real proporciona uma cumplicidade, um conforto tamanho que as relações passam a ter outras dimensões. Aquela coisa de ter certeza de que não se está só, e de que vale a pena viver. Só por poder sentir o outro e se sentir no outro. Sensação de vida e amor. Sensação de ser gente e conhecer os monstros e deuses de cada um. Todos eles se transformam em pequenas gotas e a vida se mostra muito maior e valiosa. Por isso eu amo profundamente as pessoas. Obrigada!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

De repente senti uma necessidade intensa e incontrolável de arremessar palavras ao mundo. Só pra esvaziar. Talvez não só palavras, talvez me arremessar também em palavras... Me esparramar, por todo canto de todas as formas possíveis e imagináveis. E inimagináveis e impossíveis também. Ás vezes eu sinto tanto e tanto mesmo que acho que eu sou mais do que eu. E do que tudo. E isso é tão bom e tão estranho. Eu estou transbordando. E como estou tão cheia, é difícil organizar, tudo se mistura e vai gerando mais e mais sensações e idéias e emoções, e ações, e... ! Parece que o infinito cabe em mim, e quanto mais cabe, mais se transforma e aumenta.